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quinta-feira, 3 de março de 2016

Futsal, dominar ou não dominar com a sola do pé? Eis a questão


http://tudodefutsal.blogspot.com.br/
Apaixonados por esportes, hoje estréia mais um esporte no nosso blog e que pode ser considerado genuinamente brasileiro ou uruguaio, dependendo da corrente histórica seguida. O fato é que brasileiro de nascimento ou não o futsal está presente em todo o Brasil, o que lhe confere riquezas regionais infindáveis, talentos, maneiras distintas de lidar com as dificuldades de um jogo intenso e imprevisível e diversas formas de se pensar a modalidade, fatores que rendem uma enorme miscigenação ao jogo.

O Brasil é citado como o país do Futebol dos gramados, mas realmente é o país do "futebol indoor", o futsal está presente em todas as camadas e realidades da sociedade; O futsal aparece nas aulas de Educação Física das escolas, nas praças ou parques públicos espalhados pelo país. Quem nunca jogou aquele tradicional racha, baba ou pelada de futsal com os amigos? O futsal pode ter se aproveitado da paixão nacional pela bola nos pés para se difundir indiscriminadamente, pois sejamos sinceros em dias de crescente urbanização e especulação imobiliária, principalmente nas grandes cidades não se encontram campos em todas as esquinas para a prática do futebol, em detrimento à grande oferta de quadras independente de suas condições.

Foto: Ulisses Castro
Mas é questão deste artigo é; Quando dominar a bola com a sola ou com a parte interna do pé?

Quem já fez parte de uma escolinha de futsal deve ter escutado do professor alguma vez: "domina de sola", essa constante informação passou ao longo do tempo a se tornar quase que uma afirmação que no futsal se usa predominantemente a sola dos pés, justamente predominantemente, não exclusivamente. As vantagens de se dominar a bola com a sola são por exemplo, controle mais estável da bola e próximo ao corpo e a agilidade conferida em mudanças de direção pós domínio, já o domínio com a parte interna confere menor tempo de reação e maior velocidade em dar sequência à bola após o contato com os pés, além de necessitar de um menor espaço para ser realizada.

Desta maneira o ideal seria apresentar as possibilidades de resolução do problemas aos jovens aprendizes da modalidade, qual seria a melhor maneira para determinadas situações como em marcação menos ou mais pressionada, transição de contra ataque ou retorno de bola para reorganização ofensiva, em detrimento ao simples "cantar a jogada" e acabar condicionando o atleta/aluno a sempre recepcionar a bola com a sola dos pés, dando a oportunidade de os praticantes desenvolverem inteligência de jogo.  

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