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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Copa América Centenário

A análise da Final que pela segunda vez foi entre Argentina e Chile (Apesar da edição de 2016 ser considerado pela Conmebol como extra oficial), mais uma vez um jogo amarrado e decidido em pênaltis. O resultado final foi o mesmo de 2015, "la roja" campeã e nossos hermanos amargando outro vice, o último título argentino foi a Copa América de 1993, já se vão longos 23 anos, e tal marca atingirá 25 anos na Copa do Mundo da Rússia em 2018.

A derrota deste dia 26 parece ter abalado nossos vizinhos, tanto que o craque Lionel Messi disse que irá se retirar da seleção. Veja o que ele disse: " É incrível, mas não dá. Não passamos outra vez nos pênaltis. É a terceira final seguida. Nós buscamos, tentamos. É difícil, o momento é duro para qualquer análise. No vestiário pensei que acabou para mim a seleção, não é para mim. É o que sinto agora, é uma tristeza grande que volto a sentir. Foram quatro finais, infelizmente não consegui. Era o que mais desejava. É para o bem de todos. Por mim e por todos. Muitos desejam isso. Não se conformam com chegar a final, nós também não nos conformamos. Perdemos outra vez nos pênaltis." Talvez a pressão no país e que os próprios jogadores impõe a si, esteja afetando o selecionado portenho no momento da decisão, deixando intranquilos jogadores acostumados à pressão, mas que carregam um peso de uma nação, um peso que eles sentem desde crianças, quando ainda torcedores. A seleção que "passeou" em terras do "Tio Sam" com 18 gols marcados e 2 sofridos até a final, e que na final não desenvolveram o mesmo jogo.

Foto: AP
A questão é que talvez decisões como a de Messi sejam no calor da alma, na ânsia por querer a qualquer custo um título, a seleção Argentina é excelente e vem se calejando com o passar dos anos, mais uma ferida pode ser o que falta para construir novamente uma Argentina campeã.   

Mais uma vez Chile! A ótima geração Chilena de jogadores que são referências em grandes times europeus como Alexis e Vidal, perdeu o medo das potências, souberam se impor e marcaram seu território na América do Sul. Uma seleção que venceu e eliminou a Espanha campeã mundial, que agora mede forças com os gigantes tradicionais da América do Sul, Brasil, Argentina e Uruguai não são mais vistos como os bichos papão de outrora. Ontem novamente foram campeões da Copa América, mais uma vez sobre a Argentina, mais uma vez nos pênaltis, outro grande feito para a história deste pequeno país, apaixonado por futebol e que aprendeu que ganhar é bom.

Com a conquista o Chile se junta ao trio de ferro (Argentina-Brasil-Uruguai) como campeões em sequência, também já se igualando em números de títulos à Paraguai e Peru.
  
Reprodução/Facebook oficial da Copa América

segunda-feira, 13 de junho de 2016

"Mão" na conciência

Getty Images
Mais um vexame para o futebol brasileiro? Não!

Ganhamos mais uma vez, com perdão ao trocadilho infame, uma "mão" para rompermos com as velhas estruturamos e ingressarmos na modernidade aí imposta do futebol e evoluirmos, não podemos lutar contra, ou jogamos o jogo moderno ou ficaremos nas glórias do passado; Claro que devemos nos orgulhar de nossas conquistas ainda por ninguém alcançadas, o fato é que tais glórias não nos dão passaporte para as conquistas futuras, apenas por possuirmos uma "camisa que enverga o varal".

Ultimamente estamos colecionando recordes medíocres e indigestos para o "país do futebol" *(aqui faço um comentário pessoal, talvez a prepotência com que agimos, pois somos afinal de contas pentacampeões, nos impede de enxergar a realidade do esporte).

A culpa do que ocorreu ontem não é 100% do Dunga ou de sua comissão, o mal maior é o desprezo total organizacional por anos, o palanque político que a confederação se tornou, a caixa registradora que os "amistosos" se tornaram, fatores que contribuem para um distanciamento da população e talvez jogadores com a "canarinho". 

O problema é estrutural, trocar nomes e não a mentalidade, reestruturar o esporte no país em todos os seus âmbitos e não apenas medidas paliativas no alto da pirâmide, as bases do futebol ficam relegadas a um plano inferiorizado, quando deveriam ser o ponto máximo da reforma em resposta ao 7 x 1 que está prestes a completar dois anos e que teve nova página escrita na Copa América do Centanário, onde o Brasil fez um 7 x 1 no Haiti e teve o respeito de volta ilusoriamente até sermos atingidos com o fato de que não fomos capazes de marcar gol em Equador e Peru. Hoje nos equiparamos ao grupo de baixo da América do Sul e fomos os culpados por isso.