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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Duplistas do Brasil nas Olimpíadas: Marcelo e Bruno objetivo de medalha

Foto: Luís Cardoso, Vipcomm
O assunto de hoje é sobre um tradicional esporte, presente na primeira edição dos Jogos da Era Moderna, em Atenas 1896 e de maneira ininterrupta até 1924 em Paris, após 64 (sessenta e quatro) anos de ausência, voltou ao programa olímpico para não mais sair em Seul 1988; O Tênis, que consagrou seus atuais campeões nas gramas do All England Lawn Tennis and Croquet Club, clube privado em Londres onde é disputado o tradicional torneio de Wimbledon, um dos quatro principais torneios do circuito profissional da modalidade. O esporte desembarca esse ano no Rio de Janeiro para consagrar seus próximos heróis olímpicos e o Brasil tem um bom motivo para acreditar em medalha, na verdade dois motivos que atendem por Marcelo Melo, atual número 1 no ranking de duplas da ATP, o mineiro de 32 anos formará dupla com o conterrâneo de Belo Horizonte Bruno Soares de 34 anos dono do 10º  lugar no ranking de tenistas profissionais, que foi campeão do Australia Open 2016 nas duplas masculinas ao lado de Jamie Murray e nas duplas mistas, jogando com Elena Vesnina; Os dois trazem consigo boas perspectivas a cerca da competição, apoiados em seus desempenhos individuais, a dupla brasileira que junta em ação pela Copa Davis foi protagonista de embates e vitórias memoráveis, como a em cima dos irmãos Bryan em solo americano.

A discussão deste artigo se baseia na grande expectativa que a formação de tal dupla e a sua consequente atuação em chão carioca em Agosto próximo, possa trazer uma medalha inédita na modalidade em jogos olímpicos, a chance de representarem o Brasil chega em um momento ímpar na carreira dos dois; Sim a possibilidade é real, mas há um fato que devemos levar em consideração quando se trata do torneio olímpico especificamente, diferentemente do que é comum ocorrer durante a temporada é que os grandes jogadores de simples também jogam com total empenho o torneio de duplas, figuras como Novak Djokovic, Andy Murray e Roger Federer que por sinal são os três primeiros do ranking de simples da ATP respectivamente, estiveram nas semi finais do último torneio olímpico de simples, o argentino Juan Martin Del Potro foi o intruso entre eles, mas vale ressaltar que Delpo era Top 10 no último ranking pré jogos; Na ocasião o britânico acabou sendo campeão em "casa" - (Andy é escocês, mas como nas Olimpíadas representa o Reino Unido, Londres foi sim a casa do tenista) - provando que continuam  mantendo o domínio do cenário de simples, sendo assim o caminho até a medalha fica mais conturbado e desafiador, com as grandes estrelas do circuito participando de ambos os torneios que também valem pontos para o ranking; Então somados os já fortes duplistas de ofício e ainda há possibilidades de serem formadas duplas fortíssimas como os irmãos Murray pelo Reino Unido e os suíços Roger Federer/Stan Wawrinka.

O objetivo do artigo não é frustar nossas expectativas nos atletas brasileiros ou carregar de pressão excessiva e prejudicial para os tenistas, que já são vencedores por estarem presentes nos Jogos juntamente com a elite do esporte mundial, mas preparar o terreno da valorização da possível medalha olímpica, mostrando o quanto é disputado o caminho até a glória olímpica, o que em caso de conquista brasileira só engrandecerá a façanha, torcemos pelos brasileiros e esperamos que o calor da torcida os empurre para a conquista inédita e nos vemos em Agosto no piso verde da Barra da Tijuca.     


Referências
  • www.atpworldtour.com
  • www.olympic.org

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