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terça-feira, 21 de junho de 2016

Um Momento de Basquete



Paremos um instante, nos permitamos um momento de basquete!

Para o mais desavisado que descobriu o jogo 7 da final da NBA naquela zapeada pela tv, para aquele que acompanha vez ou outra e aquele que não conhecia o basquete, Cleveland Cavaliers e Golden State Warriors estabeleceram o maior ato de "publicidade" possível para a modalidade. Que jogo espetacular!

Para os mais simplistas, o basquete é apenas mais um esporte de precisão.  Insensata percepção, o basquete é uma comédia da vida, com drama, obstáculos, expectativas, alegrias, decepções, tristezas e reviravoltas, obrigado basquete por ser tão sensacional, obrigado ao esporte por ser inspirador e apaixonante. 

O jogo 7 da final apenas coroou uma temporada magnífica onde, os Warriors bateram o recorde de vitórias na temporada regular 73-9, que assistiu aos Spurs se manterem invictos em casa até o último jogo contra os Warriors, que presenciou o fim de uma era e uma despedida épica de Kobe com 60 pontos, sublime! Vimos a consolidação de outra estrela, Curry que se tornou MVP unânime. Foi também temporada das viradas em playoffs, os Warriors viraram a final do Oeste contra o Thunder após um 3-1, o que não havia ocorrida mais de uma dezena de vezes na história da liga!

Porém o melhor estava guardado para o final, uma ode ao esporte da bola laranja. Após uma série final pouco equilibrada em 6 jogos dispares, um derradeiro espetáculo nos foi proporcionado, um jogo épico, a história sendo escrita em tempo real e a maior virada da história das finais, após estarem vencendo por 3-1 os "Splash Brothers" e cia. viram os Cavs vencerem seu primeiro título e um rei ocupar novamente seu trono, King James o MVP das finais, 6 finais seguidas e agora 3 títulos, trouxe um título para o time do coração, do seu estado, encerrando o jejum de 52 anos sem título nas grandes ligas para a cidade, com a ajuda de seus súditos de luxo, como Kyrie Irving autor da bola de 3 pontos que praticamente selou o destino da temporada a 53 segundos do fim. LeBron teve a melhor atuação de todas as finais, liderando todos os fundamentos em números na série. 

Apenas um momento de basquete, que será eternizado na memória de quem acompanhou a elite do esporte.

Gary A. Vasquez/USA Today Sports

domingo, 6 de março de 2016

O brilho que ofusca a genialidade!


Foto Via ESPN

Estamos assistindo a história sendo escrita na atual temporada da NBA e a consolidação de uma grande equipe. Golden State Warriors se habilita para iniciar a próxima dinastia da bola laranja.

Com um jogo envolvente, transição veloz e um fotíssimo jogo do perímetro, que tem nas figuras de Stephen Curry atual MVP da liga, que arremessa do meio de quadra como se fosse um "jump" a quatro metros do aro e Klay Thompsom considerado por muitos, o melhor arremessador de três pontos da dupla; Destaques desse estilo de jogar.

O que os garotos de Oakland estão fazendo este ano, tem deixado todos que acompanham muitas vezes incrédulos, com a capacidade de nos surpreenderem a cada semana. Sempre com repertório novo, as façanhas do jovem time da Califórnia são de tirar o fôlego dos apaixonados por esportes.

Mas o que chama a atenção é a falta de atenção que vem sofrendo a não menos sensacional campanha dos Spurs, desculpe a redundância. A temporada de outro planeta estabelecida pelo time californiano, joga panos quentes na campanha dos Spurs do Texas que este ano foram a segunda franquia a se classificar antecipadamente para a pós-temporada possuindo números em aproveitamento e defesa notáveis. Os Spurs mostraram este ano uma real renovação da equipe com a chegada de LaMarcus Aldridge que trouxe maior consistência ao já muito constante time texano.

Pena que não poderemos ver uma final de liga entre as duas melhores campanhas do oeste, Golden State Warriors (55-5) e San Antonio Spurs (53-9) devem fazer a final de Conferência mais sensacional dos últimos anos, mas playoff é outra história e até lá muita coisa pode acontecer. Essas duas franquias estão fazendo história na temporada 2015/16 da maior liga de basquete do mundo.

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Referências
  • nba.com

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Pivô dominante ou quinteto leve? Atleticismo ou transição rápida?

Foto: Ezra Shaw, Getty Images

Bom dia amigos que nos seguem.

Se vocês acompanham NBA, provavelmente presenciaram mais uma atuação espetacular do atual MVP da liga. Sim, parece redundância mas Curry não se cansa de nos agraciar com um aproveitamento dos 3 pontos sublime, ontem o garoto de Charlotte converteu 12 bolas de 3 pontos e produziu para um total de 46 pontos na partida ajudando Golden State a bater o forte concorrente do "Oeste Selvagem" Oklahoma City Thunder em plena Chesapeake Energy Arena na prorrogação por 121-118, assim continuam na busca do record de vitórias seguidas na temporada regular (72-10 dos Bulls na temporada 95/96).

Depois de vermos mais uma demonstração do poder mental que esse time tem diante as adversidades que se apresentam nas partidas e muitas vezes com um time sem pivô dominante, o famoso "cincão" que se impõe no atleticismo - como gostam de falar os americanos. O que vemos nesse time do Golden State de transição ultra rápida, aproveitamento absurdo dos tiros de longa distância e defesa agressiva que tem na figura de Draymond Green seu expoente máximo do alto de seus 2,04 metros, que consegue marcar caras como Pau Gasol, Brook Lopez, Duncan ou Serge Ibaka. Então fica a pergunta para fazer um time campeão da NBA é preciso ter um pivô dominante de 2,15 metros ou outras armas podem ser adicionadas ao duelo?

Essa equipe do Golden State, muitas vezes envolve seus adversários com jogadores versáteis, atléticos e habilidosos que não levam desvantagens no embate físico e que devido a sua energia contagiam toda equipe, caso do já citado Draymond Green e o igualmente não tão badalado Andre Iguodala, MVP das finais 2015, para defender os dois conceitos de jogo que perfeitamente se completam o mesmo Golden State tem em seu elenco Andrew Bogut de 2,13 metros e menor mobilidade, mas com total conhecimento da área pintada e da "guerra" dos rebotes essenciais para a consolidação tanto do jogo defensivo quanto ofensivo, pois quem ganha a batalha dos rebotes, no fim costuma levar o jogo para casa.

São duas maneiras diferentes de se entender o jogo que se complementam e potencializam as virtudes de cada uma, possibilitando constante rotação do banco e alteração de intensidade do jogo e fazem parte da natural e constante evolução da modalidade, assim como no passado equipes passaram a usar dois armadores de ofício para dividirem a construção de jogadas e contribuição qualificada na pontuação da equipe. Mais do que tudo é questão de gosto e de visão de basquete de cada um e quem ganha com isso somos nós, que todos os dias podemos ver o show dessas feras do esporte da bola laranja. E você prefere qual estilo de jogo?     


Referências
  • nba.com