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quarta-feira, 16 de março de 2016

Os quarterbacks campeões do Super Bowl: Johnny Unitas

Fonte: NFL
John Constantine Unitas é, provavelmente, o maior quarterback da "velha NFL", colecionador de títulos e honras, foi o quarto quarterback a se tornar campeão do Super Bowl.

Johnny Unitas nasceu em Pittsburgh, na Pensilvânia, no dia 7 de maio de 1933 e, apesar de sonhar com os "Irlandeses lutadores" de Notre Dame foi jogar na Universidade de Louisville. Pelo Louisville Cardinals, Unitas teve que se adaptar às mudanças na instituição e além de quarterback atuou como defensor e retornador.

Em Louisville, Kentucky, desde 1951, Unitas transferiu-se para Pittsburgh em 1955 quando foi draftado pelos Steelers na nona rodada e 102ª posição. Liberado logo em seguida sem sequer ter começado a temporada regular, Johnny Unitas encontrou um espaço nos Baltimore Colts de 1956.

Na primeira temporada em campo, Unitas lançou para 9 touchdowns, um desses seria o primeiro do recorde que durou mais de 50 anos, o de jogos seguidos com passes para TDs (47). Em 1957 levou a franquia à sua primeira temporada vitoriosa (7-5), bem como o título extraoficial de MVP da liga.

A primeira grande prova de Johnny Unitas e dos Colts veio em 1958, na final da NFL contra os New York Giants no Yankee Stadium. O jogo que ficou conhecido como "A Maior Partida Já Disputada" foi o primeiro a ser decidido no tempo extra e é creditado como uma das grandes causas da popularização da liga nas décadas de 1950 e 1960. Baltimore venceu por 23-17, levando para casa o primeiro campeonato da National Football League, Johnny lançou para um touchdown no jogo. Unitas ainda conquistaria, junto com os Colts, os títulos de 1959 (novamente contra os Giants) e 1968 (contra os Cleveland Browns).

Apesar de não ter sido o titular na temporada de 1968, Unitas disputou o Super Bowl III contra os Jets e lançou para a única pontuação dos Colts na derrota da equipe. Em 1971, no entanto, veio a redenção para nosso homem, já aos 37 anos. Durante o Super Bowl V, contra os Dallas Cowboys, Unitas lançou um passe de 75 jardas para John Mackey, estabelecendo um recorde em Super Bowls, mas saiu da partida pouco depois por conta de uma lesão na costela. Em seu lugar entrou Earl Morrall, que levou os Colts a uma vitória faltando apenas 5 segundos no relógio. Após o fracasso na primeira disputa a equipe de Baltimore conquistava seu primeiro Super Bowl.

Unitas foi trocado, em 1973, com os San Diego Chargers, onde encerrou sua carreira com números impressionantes, 10 aparições em Pro Bowls, 5.168 passes tentados, 2.830 completos, 40.239 jardas e 290 touchdowns, além de inúmeras premiações como melhor jogador da temporada.

Incluído no Hall da Fama em 1979, John Constantine Unitas faleceu no dia 11 de setembro de 2002 na cidade em que se tornou Johnny, Baltimore, aos 69 anos. Uma estátua foi feita em sua homenagem em frente ao M&T Bank Stadium, atual estádio dos Baltimore Ravens.

Johnny Unitas pode até não ter o mesmo desempenho na Era Super Bowl que alguns outros nomes do esporte, mas com certeza Johnny Unitas é sinônimo de quarterback, alguém que nunca será esquecido pelos admiradores do Futebol Americano.









quarta-feira, 9 de março de 2016

Posse de bola ganha jogo?

Foto via steamcommunity.com
Posse de bola ganha jogo? Essa é uma questão atual, principalmente no futebol. A posse de bola é realmente determinante em uma partida? Esta é uma discussão que pode ser ampliada a outras modalidades que não definem em suas regras, tempo de posse de bola para cada equipe, como o rúgbi, futebol americano e futsal.

Podemos citar de maneira geral duas vertentes de treinadores, aqueles que buscam o maior controle da bola para evitarem ações do adversário e lentamente minar sua atenção na partida, possibilitando espaços a serem aproveitados por seus comandados, caso de Guardiola hoje no Bayern de Munique. Há também treinadores que não entendem como necessidade vital estar a maior parte do tempo com a bola em seu domínio. Desta maneira entendem que é crucial o que se faz quando está de posse da bola, não a quantidade de minutos dentro da partida que ficam com a "gorduchinha" nos pés, caso de Mourinho.

Contra gosto não há discussão. Sempre encontraremos adeptos do "tik taka" do Barcelona de Pep Guardiola. Outros serão entusiastas do "futebol selvagem" de Juergen Klopp e seu Borrussia finalista da Champions League de 2013 ou do atual time de Diego Simeone, o Atlético de Madrid extremamente eficiente contra os gigantes espanhóis.

Mas não se pode avaliar uma equipe ou destacar quem deveria ter ganho a partida friamente, através somente de estatísticas de porcentagem de posse de bola, este dado já se tornou um dos "11 titulares" das transmissões de televisão e posteriores análises dos jogos e muitas vezes usada como justificativa para determinar a melhor equipe do embate, é bem verdade que quem passa maior tempo com a bola nos pés, tem maiores possibilidades de criar oportunidades de gol e até consequentemente sofrer menos riscos defensivamente mas isso não significa que seja uma verdade irrefutável.

Foto: fcbarcelona.com.br
Ao lado temos um bom exemplo. Na 11ª rodada da Liga espanhola (La Liga) da temporada 2014/15 no ranking de posse de bola das equipes tínhamos por ordem, Barcelona, Real, Rayo, Celta, Real Sociedad, Athletic, Atlético de Madrid e Valência como as principais equipes, todas acima de 50% em média por partida. Mas essa posse de bola, não se refletia na tabela. O Barcelona era 2º, Real o 1º, Rayo  era apenas o 13º, Celta estava em 7º, Real Sociedad estava na zona de rebaixamento apesar de passar 53,5% de suas partidas de posse da bola (5º melhor na estatística), Athletic aparecia em 11º, o Atlético de Madrid estava em 4º a quatro pontos do líder Real Madrid e por último o Valência aparecia melhor classificado ainda como 3º, a três pontos da liderança.

O que estas estatísticas querem dizer? Nada, não necessariamente a equipe de mais posse ganhará a partida. E é essa volatilidade, imprevisibilidade que torna o futebol apaixonante, cada esporte tem sua carga de paixão, a do futebol é de não saber o que irá ocorrer, o time de menor investimento, menor qualidade técnica pode sair vencedor. São vários os fatores que podem influenciar o resultado de uma partida, não adianta ficar com a bola 80 minutos no pé e não conseguir sequer finalizar ao gol, se a equipe adversária em uma esticada à frente acertar o gol, sairá vencedora. O objetivo maior do futebol é o gol, vence quem marca mais gols e não quem ficar mais com a bola nos pés, são apenas numerários.

As vezes se tem a impressão que estão tentando tornar a posse de bola mais importante que o gol mas por enquanto, o gol ainda vale mais do que a porcentagem de posse no final do jogo. Dentro de campo 11 contra 11, nem sempre números, nomes, salários, investimentos, estrutura ou ambiente decidem os jogos, diversos outros fatores particulares a cada partida são preponderantes. Não significa que seja irrelevante principalmente no Brasil a necessidade de estruturação e total profissionalização do futebol, pois assim os espetáculos podem melhorar, a qualidade técnica pode melhorar, os clubes podem segurar por mais tempos suas jóias e assim a paixão por futebol se manter acesa.

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terça-feira, 8 de março de 2016

Um jogador a menos, uma lenda a mais


Na última segunda-feira (7), Peyton Manning anunciou que oficialmente se retira dos gramados da NFL. É possível que mesmo que você não acompanhe o Futebol Americano, já tenha ouvido falar dele. Peyton Manning deve ser colocado entre os maiores nomes da posição de quarterback e não é nenhum exagero citá-lo como o maior jogador da história do esporte.

Mas o que realmente significa essa saída? Há dezoito temporadas a National Football League não sabe o que ficar sem o camisa 18. Podemos afirmar que, de primeira, é um jogador a menos na liga, um "franchise quarterback" a menos. Com a saída de Manning toda uma movimentação nas franquias pode ter início, a começar pelos Broncos, que terão de decidir se confiam em Brock Osweiler ou se buscam um novo nome, as possibilidades são inúmeras.

Além disso, Manning é mais um quarterback da "velha guarda", daqueles que, móveis ou não, são dotados de uma formidável precisão e um espírito de liderança magnífico. Nessa categoria temos Joe Montana, Dan Marino e Brett Favre, por exemplo. Nomes que ainda hoje representam suas franquias, mesmo após anos de aposentadoria. Quantos fãs, se perguntados, não dirão que escolheram esse ou aquele time por conta de atletas como esses? Peyton Manning, absolutamente será um desses atletas.

Com certeza a NFL nos reserva mais estrelas como Manning, talvez ainda maiores, de novos estilos e personalidades. Mas o impacto causado por ele será sempre notado e lembrado, como todos aqueles antes dele que fizeram história!

Futuro certo no Hall da Fama, Peyton Manning detém os recordes de jardas aéreas (71.940) e touchdowns (539) da história da liga, além de recordes nas mesmas estatísticas numa única temporada (5.477 jardas e 55 TD's).

quarta-feira, 2 de março de 2016

Os quarterbacks campeões do Super Bowl: Len Dawson


Vencedor do Super Bowl IV, Leonard Ray "Len" Dawson nasceu no dia 20 de junho de 1935 na pequena cidade de Alliance, em Ohio. Durante os tempos de universitário Len Dawson jogou por Purdue. Comandando os Boilermakers, Dawson conseguiu relativo sucesso, logrando ser selecionado na quinta posição da primeira rodada no Draft de 1957 da NFL, pelos Pittsburgh Steelers - uma posição à frente do running back Jim Brown.

Os primeiros anos de Dawson na NFL foram difíceis, com baixo rendimento nos Steelers e somente um touchdown em três temporadas foi trocado com os Cleveland Browns onde, mais uma vez, lançou apenas para um touchdown nas duas temporadas na equipe. Rejeitado pelos Browns, Dawson assinou com os Dallas Texans da AFL e, se nas cinco primeiras temporadas tinha lançado 21 passes para 204 jardas, 2 touchdowns e 5 interceptações, no primeiro ano com os Texans contabilizou 189 passes completos para 2.759 jardas, 29 touchdowns e 17 interceptações, uma evolução notável nas estatísticas. No mesmo ano (1962), Len Dawson levou os Texans ao primeiro título da AFL e foi escolhido o MVP da liga.

Em 1963 os Texans partiram para Kansas City, onde se tornaram os Chiefs, e Len Dawson partiu junto. Em 1966 mais um título da AFL para a franquia - o primeiro como Chiefs e, pela frente o Super Bowl I e os Packers da então rival NFL. Os Packers venceram com facilidade, 35 a 10, mas Dawson provou que poderia levar ao êxito a equipe do Missouri. 

Uma nova chance surge para Dawson e os Chiefs em 1970, naquela que seria a última temporada (1969) da American Football League - logo após o Super Bowl IV a liga foi oficialmente incorporada à NFL -, os Chiefs conquistam o terceiro título, tornando-se os maiores campeões da história da liga, e vão para a disputa do Super Bowl novamente. A vitória dos New York Jets no ano anterior já mostrara que os times da AFL eram capazes de superar os adversários da NFL no campo e Kansas City iria provar isso mais uma vez. Após 13 temporadas profissionais, participação nas duas grandes ligas dos Estados Unidos da América e uma reviravolta na carreira, Len Dawson vencia o Super Bowl contra o Minnesota Vikings por 23 a 7 e, como era tradição, foi eleito o MVP da partida. Em 11 de janeiro de 1970 houve o último jogo de uma equipe da AFL e Dawson honrou sua liga e marcou seu nome na história do esporte.

Leonard Dawson pôs fim à sua carreira profissional logo após a temporada de 1975, aos 40 anos de idade, jogando pela franquia que o consagrou. Os números ao final de suas 19 temporadas como quarterback profissional contavam 2.136 passes completos para 28.711 jardas, 239 touchdowns e 183 interceptações, com um rating de 82,6. Len Dawson entrou para o Hall da Fama em 1987.




quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Os quarterbacks campeões do Super Bowl: Joe Namath


Joseph William Namath, campeão do Super Bowl III com o New York Jets, no ano de 1969, foi o responsável pela primeira vitória de uma franquia da AFL no "Grande Jogo". 

Conhecido pela alcunha
"Broadway Joe" pela pequena carreira nos cinemas e na televisão, Joe ficou gravado na história por sua vida nos gramados e, principalmente por comandar a vitória dos azarões Jets contra os Colts de Baltimore.

Namath, selecionado no Draft da National Football League pelo Saint Louis Cardinals, no ano de 1965, decidiu-se por ir para a American Football League, onde foi a primeira escolha geral, feita pelo New York Jets. Nos tempos de College jogou por Alabama (assim como Bart Starr), onde em seu último ano chegou ao Orange Bowl após uma campanha invicta de 10-0, mas, apesar de ter sido o MVP da partida, acabou perdendo para os Texas Longhorns. No entanto, graças à campanha da equipe, Alabama conquistou o título nacional da NCAA naquele ano.

Em sua primeira temporada no football profissional, o quarterback foi escolhido o calouro do ano na AFL. Namath também foi o primeiro quarteback profissional a passar para mais de 4.000 jardas numa única temporada (4.007 jardas em 1967), conseguindo o feito numa temporada disputada em 14 jogos e não em 16.

Mas o momento alto da carreira de Namath veio no Super Bowl III contra os Colts de Johnny Unitas (já fora de seu auge). Na época a NFL era considera muito superior à liga rival, e a vitória da equipe de Baltimore era dada como certa. Cansado das dúvidas da imprensa e do público quanto à competência dos Jets, Joe Namath garantiu que venceria a partida, e assim o fez. O New York Jets tornara-se o primeiro integrante da American Football League campeão do Super Bowl ao vencer um dos melhores times da história por incontestáveis 16 a 7, e Joe Namath era consagrado o MVP daquela ocasião.

Já ao final de sua carreira profissional, Namath se transferiu para o Los Angeles Rams, já mais velho e atormentado pelas lesões no joelho disputou uma única temporada pela equipe da Califórnia, aposentando-se no ano de 1977.

Joe Namath entrou para o Hall da Fama em 1985 e, apesar de não ostentar números espetaculares, ajudou a desenvolver o esporte e a posição de quarterback, seu estilo de jogo após as lesões contribuiu para uma mudança de paradigma, de um jogo orientado a corridas para a predominância dos passes, além disso, as regras da partida se modificaram para proteger mais os quarterbacks de pancadas e lesões.

Joseph Namath encerrou sua participação nos gramados com 173 touchdowns e 220 interceptações em 140 partidas, além de 1.886 passes completos e 27.663 jardas aéreas, contabilizando um rating de 65,5.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Os quarterbacks campeões do Super Bowl: Bart Starr


Iniciando uma série aqui no Cobertura sobre os quarterbacks campeões dos 50 Super Bowls disputados na NFL. Bart Starr, vencedor dos Super Bowls I e II (na época chamados de "The AFL-NFL World Championship Game"), e MVP das duas partidas.


Bryan Bartlett "Bart" Starr, da Universidade de Alabama, foi selecionado na posição 200, apenas na décima sétima rodada do Draft de 1956 pelo Green Bay Packers, franquia pela qual jogou durante toda a carreira.

Com um início de carreira vacilante, Starr capitalizou, nas cinco primeiras temporadas, 41 interceptações e 23 touchdowns. Porém, a partir da temporada de 1959 os ventos começaram a mudar para o quarterback, com a chegada da lenda Vince Lombardi à equipe do Wisconsin, Bart Starr comandou os Packers à conquista de cinco títulos da NFL (1961, 62, 65, 66 e 67) e dois Super Bowls (I e II).

Notabilizado por sua participação no "Ice Bowl", famosa decisão da temporada 1967 da NFL contra o Dallas Cowboys e tema para um próximo artigo, Starr possui um respeitável record na pós-temporada de 9-1 (9 vitórias e 1 derrota).

Bart Starr entrou para o Hall da Fama da NFL em 1977, pouco depois de encerrar a carreira de jogador em 1971. Em 1973 teve sua camisa "a 15" aposentada pelos Packers, em 1975 tornou-se o oitavo Head Coach da história da franquia.

Enquanto técnico não conseguiu repetir o sucesso dos tempos de huddle, contabilizando 52-76-3 (52 vitórias, 76 derrotas e 3 empates) e nenhum título. Como jogador terminou sua participação na National Football League com 1.808 passes completos, 24.718 jardas aéreas, 138 interceptações e 152 touchdowns. Nas jogadas terrestres, o atleta manteve o alto nível, sendo 1.308 jardas em 247 tentativas e 15 touchdowns. Estatísticas de um imortal!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Os jogadores sul-americanos aprendem a "jogar" na Europa???

Fonte: www.surtoolimpico.com.br
Nas últimas décadas, jogadores sul-americanos tem cruzado o oceano para desbravarem o velho continente; Nos últimos anos uma maior variedade de países presentes em nosso continente, se notabilizaram por enviarem "matéria prima" de qualidade e a um preço atrativo, quebrando a visão polarizada que apenas Brasil e Argentina abasteciam o mercado europeu. (Não entrando no mérito da qualidade dos jogadores que vão, muitos não presentes em suas respectivas seleções).

Esse post tem objetivo de apresentar um questionamento. Os jogadores sul-americanos "aprendem a jogar" quando vão à Europa?

Já nos acostumamos a assistir aos campeonatos europeus com todas as estrelas internacionais, mas, um entre todos se destaca, "A Premier League", jogos emocionantes, disputados até o apito final, busca intensa e obsessiva pelo gol, mas sobretudo jogos atraentes ao público, não fazendo distinção à agremiação que está em campo, sempre o jogo é interessante não interessa quem jogue.

Nesse contexto vemos jogadores sul-americanos que seis messes antes estavam aqui em nosso continente, distribuindo "botinadas" e "balões" aos montes e hoje no velho continente, como um passo de mágica fazem a recuperação e não a falta, saem jogando com a bola nos pés e não a oferecem à disputa com o adversário nos "balões" aqui hoje tradicionais, quem nunca ouviu aquela frase: Bola pro mato, que o jogo é de campeonato. Parece que levamos muito a sério tal frase ou na Europa os jogos não sejam de campeonato, por isso a não necessidade de se desfazer da bola a todo momento.   

Um exemplo recente do problema que estamos elucidando é o caso do zagueiro argentino Ramiro Funes Mori, Campeão da América com o River Plate, que jogava com virilidade aqui, mas ao se transferir para o Everton da Inglaterra, passou a cuidar melhor da bola, será que aprender a jogar com a bola nos pés em seis meses? Ou nós negligenciamos essa nuance do jogo que outrora nos caracterizava perante o mundo futebolístico? 

O que costumamos ouvir é que nossos jogadores de maior qualidade estão lá na Europa, por isso nossos jogos não "podem" ser atrativos ao público e patrocinadores, os atletas não conseguem jogar desta maneira se estão na América. Por qual motivo deixamos essa mácula se instaurar em nosso futebol? Será que realmente não conseguimos com a matéria humana aqui disponível realizar melhores jogos? Fica aqui o questionamento e espaço para maiores aprofundamentos neste tema.