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Mostrando postagens com marcador Premier League. Mostrar todas as postagens
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terça-feira, 3 de maio de 2016

O sonho virou realidade!

O sonho enfim se tornou realidade.

Foto: Reprodução/Instagram
O conto de fadas se materializou, a carruagem não se transformou em abóbora. Esse 02 de abril de 2016 ficará para sempre marcado como o dia em que um pequeno clube inglês do século 19 e que era um candidato ao rebaixamento, se tornou campeão da Premier League. 

O Leicester City Football Club da cidade inglesa que ostenta o nome e que tem pouco mais de 300 mil habitantes situada em East Midlands na região central da Inglaterra, foi fundado em 1884.

Foto: Aero England
Como se o título não fosse o bastante, a temporada mágica foi repleta de fatos curiosos, marcantes e por vezes inéditos assim como o também inédito título dos "foxes" o que não acontecia desde a temporada 1977/78 quando o rival do Leicester, o Nottingham Forest foi campeão. As cidades são separadas por 35 quilômetros uma da outra. Porém desde que a era Premier League se iniciou em 1992, nunca uma equipe que não tivesse títulos ingleses foi campeã.   

Os "foxes" se sagraram campeões da Championship (2ª Divisão) na temporada 2013/14. Mas sem dúvida a magia começou a aparecer na temporada seguinte, quando já na Primier League o clube passou boa parte da disputa na zona de rebaixamento, após 30 rodadas completadas o Leicester era o último colocado com 19 pontos e a 7 do 1º time fora da zona de rebaixamento, só um milagre os tiraria da volta à 2ª divisão. Nas 8 rodadas seguintes com impressionantes 22 pontos conquistados em 24 possíveis, o Leicester escapou do descenso terminando com 41 pontos na 14ª colocação. A façanha atingida esse ano com o título conquistada faltando 2 rodadas para o fim da disputa, apenas 3 derrotas, 22 vitórias, 15 partidas sem sofrer gols, conquista expressiva em um campeonato longo de 38 rodadas, sendo um candidato ao rebaixamento e repleto de potências econômicas, verdadeiras seleções multinacionais, o que engrandece ainda mais o feito alcançado, venceu o time da regularidade, uma fortaleza quase inabalável.

Vários fatores fazem com que esse time seja histórico. No início do campeonato apenas as 3 equipes que vinham da 2ª divisão possuíam elencos mais baratos do que o Leicester, a equipe titular custou cerca de 35 milhões de libras. A título de comparação o zagueiro Mangala contratado pelo Manchester City junto ao Porto custou 32 milhões. A dupla sensação Vardy (eleito melhor jogador pelos jornalistas) e Mahrez (eleito o melhor pela associação de jogadores), custaram juntos 1,6 milhão de libras aos cofres do clube de East Midlands.    

Um fato curioso: As casas de apostas do Reino Unido tinham cotação de 5000/1 no título do Leicester ou seja para quem fosse "maluco" em apostar no título dos "foxes", cada libra apostada caso a conquista se concretizasse receberia 5000 libras como prêmio, com a possibilidade se materializando durante o campeonato, as casas de apostas tentaram fazer acordos com os apostadores para evitar o pagamento de altas premiações.

Há quem ligue a campanha incrível à história do Rei Ricardo III, ele foi o último rei morto em batalha, em uma rebelião contra o sul em 1485 próximo a Leicester, seu inimigos criaram uma caricatura de tirano, assassino, um vilão e esta imagem foi imortalizada por William Shakespeare, na peça Ricardo III. O corpo do rei foi levado a Leicester mas sem um enterro digno de um monarca, com o tempo o tumulo se perdeu, o rei ficou esquecido e relegado à imagem de carrasco. Até que em 2012 em escavações em um estacionamento foram encontradas suas ossadas, mais de 500 anos depois da batalha fatídica. A cidade se mobilizou para arrecadar fundos e reenterrar o rei na catedral da cidade, durante esse período a imagem do rei foi refeita e a época do enterro em 2015, o Leicester era último colocado na Premier League, na rodada seguinte ao enterro o time ganhou e não parou mais até escapar do rebaixamento.

Foto: Reprodução
A equipe que desafiou os padrões do futebol moderno, pouca posse de bola, poucos passes trocados, muitos erros de passe por apostar em bolas longas mas acima de tudo uma equipe sólida defensivamente e que dá aula em matéria de contra ataques, são mortais nesse quesito. Conseguiram mostrar que não é apenas dinheiro, nome, currículo ou favoritismo que fazem vencedores. Há espaço para a força de vontade, espírito de entrega, de companheirismo e de vitória, parabéns ao futebol.

Parabéns ao Leicester campeão de Schmeichel, Simpson, Morgan, Huth, Fuchs, Kanté, Drinkwater, Albrighton, Mahrez, Okazaki e Vardy, essa equipe titular que ao longo da temporada pouco se alterou, poucas suspensões ou lesões, parabéns ao reservas que quase sempre participavam e com destaque como Ulloa, Gray, Amartey e Schlupp. Parabéns a Cláudio Ranieri que em 28 anos de carreira ganhou sua primeira liga, após dirigir, Inter, Roma, Juventus, Valência e Chelsea. Parabéns ao Leicester City Football Club.

Foto: Alliance/DPA/T. Keeton

quinta-feira, 24 de março de 2016

A sensação inglesa! Leicester City FC em números

Getty Images

Os torcedores dos Foxes, as raposas do Leicester City FC estão vivendo um conto de fadas. E mesmo que não se consagrem campeões, a sensação inglesa que lidera a Premier League com cinco pontos à frente do segundo colocado Tottenham, já terá se eternizado entre as maiores e mais improváveis histórias do esporte.

Podemos ter duas linhas de raciocínio em relação a tal acontecimento: A primeira de que é algo que às vezes ocorre no futebol e nos esportes em geral, algo esporádico ou uma segunda linha que nos leva a pensar que fatos assim se devem por exemplo, a uma distribuição de receitas de transmissão mais coerente.

Vamos aos números do líder Inglês:

Via Skysports.com














Ao todo os comandados de Cláudio Raniere disputaram 31 jogos. 19 vitórias, 9 empates e apenas 3 derrotas que combinam para 66 pontos na tabela de classificação.

Médias e dados:
  • Gols feitos por jogo: 1,74 (3ª melhor média)
  • Gols sofridos por jogo: 1 (3º juntamente com o Arsenal)
  • 10 jogos seguidos sem derrotas
  • 12 jogos em que não sofreu gol (4º nessa estatística) 
  • Em 39% dos jogos não sofreram gols
  • Em nenhuma ocasião foram derrotados duas vezes consecutivamente.
Os Foxes balançaram as redes adversárias 54 vezes estando ranqueado como 2º nessa estatística (44% dos gols foram marcados após a primeira hora de jogo) e sofreram 31 gols até o momento, 4ª melhor defesa da competição. 

Médias e dados:
  • 310 finalizações (10 por jogo)
  • 519 cruzamentos
  • 40 impedimentos.
O Leicester aparece como o segundo melhor time em casa com 32 pontos em 15 partidas empatados com o Tottenham. Se em casa onde os Foxes tem médias de 32.008 pessoas por partida *(capacidade oficial 32312) os números são formidáveis, fora de casa são ainda melhores. O Leicester é o melhor visitante de toda a Premier League com 34 pontos em 16 jogos, cinco pontos a frente do vice líder Spurs, é nessa estatística que se materializa a diferença imposta no campeonato.  

Foto: Twitter da Premier League
Individualmente o Leicester também se destaca em um ranking criado pela EA, patrocinadora do campeonato. Kasper Schmeichel lidera esta temporada para os goleiros. Wes Morgan é 2º no ranking dos defensores e Riyad Mahrez é o lider dos meio campistas. Entre os goleadores da competição Jamie Vardy é o 2º colocado atrás apenas de seu parceiro de seleção inglesa Harry Kane.

O time que é apenas o 18º em ranking de posse de bola e tem o pior aproveitamento em passes da Premier League com 70% o líder segundo o site "whoscored" de estatísticas é o Arsenal com 83,8%. Ainda como destacado no site o Leicester é a equipe que mais anotou gols em situações de contra-ataques, 4 no total. Entretanto o que mais chama a atenção é que esse mesmo Leicester com algumas contratações estava com 25 pontos ao final de 31 rodadas na temporada 2014/15 contra os atuais 66, são 41 pontos a mais em relação a campanha passada. O time que graças a uma arrancada espetacular nas rodadas finais escapou da volta à Championship, está a caminho de repetiu algo que não ocorre desde o  Nottingham Forest da temporada 1977/78. A Inglaterra conhecer um campeão inédito.

O nome Leicester City FC pode não ser popular e até certo ponto nos surpreenda tal nome liderar a Premier League a liga nacional mais forte do planeta, mas números como esses não dão margem para desvalorizar o feito até então conquistado por esse modesto porém gigante clube inglês. líder com autoridade e pelo bem do esporte.


Refrerências

  • Whoscored.com
  • premierleague.com
  • fourfourtwo.com

quinta-feira, 3 de março de 2016

Sorte ou Competência?

Com certeza, um dos times mais falados da atual temporada (2015-2016) da Europa é o pequenino Leicester City Football Club, da Inglaterra. O que esse time vem fazendo na Barclays Premier League é de arrepiar. O clube fundado em 1884 caiu nas graças de torcedores do mundo inteiro. Já conquistou ao longo da sua história 3 títulos da Copa da Liga Inglesa (1963-64, 1996-97, 1999-00), 1 Supercopa da Inglaterra (1971), 7 títulos da 2ª Divisão (1924-25, 1936-37, 1953-54, 1956-57, 1970-71, 1979-80, 2013-14) e 1 título da 3ª Divisão da Inglaterra (2008-09). Já na atual temporada, o Leicester vive o seu melhor momento da história na Primeira Divisão da Inglaterra. 

Quando começou a temporada, ele era cotado para brigar por pontos na parte debaixo da tabela, já que na temporada 2014-2015, terminou com 41 pontos - 6 pontos a mais do primeiro time da Zona de Rebaixamento. Porém na atual temporada, a medida que as rodadas estão acontecendo, o Leicester mostra-se capaz de alçar objetivos maiores. É um time a ser batido!    

Fica a pergunta: É sorte ou competência? 

Com certeza é competência. O Leicester é um time muito competitivo, disciplinado e aguerrido dentro do campo de jogo. Isso é mostrado nas estatísticas: em 28 jogos até o momento, marcou 51 gols (dono do melhor ataque) e sofreu 31 (uma das melhores defesas); atingiu na última terça-feira (01/03) a marca de 57 pontos (16V,9E, 3D) mostrando um aproveitamento de 67.9%; tem também a melhor campanha como visitante (28 pontos) e melhor campanha como mandante (29 pontos); além de ter o artilheiro do campeonato até o momento, Jamie Vardy. 

Um time que, em 7 jogos contra os "Quatro Grandes" até o momento, conquistou 14 pontos dos 21 possíveis (3V, 2E, 2D), incluindo uma sonora vitória na casa do Manchester City por 3 à 1, não pode ser considerado apenas sortudo. 


Um dos motivos da grande campanha até aqui na Premier League do Leicester C.F.C, é o excelente trabalho do seu técnico Claudio Ranieri. É um técnico bastante experiente e copeiro, porém estava desacreditado no meio futebolístico antes de chegar ao Leicester C.F.C. Se adaptou rápido ao estilo de trabalhar na Inglaterra e vem batendo recordes atrás de recordes com o pequeno time líder do Campeonato Inglês. 

- Sempre querem achar um segredo. Não há. Nós jogamos com velocidade o tempo inteiro. Noventa minutos mais os acréscimos. Se não tem velocidade é porque os jogadores relaxaram e isso eu não aceito - completa. 

Claudio Ranieri assumiu um time que teve uma péssima campanha na temporada passada, porém não desistiu de tentar algo novo em sua carreira. Está aí para todo mundo ver, que mesmo com pouco dinheiro para contratações, é possível fazer uma campanha de "possível campeão". 

Esperemos então o desenrolar dessa linda história construída até aqui. Pode não conquistarem o título, mas já conquistaram respeito e admiração de todos apaixonados por futebol até aqui.  

          






sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Semana de Clássicos: Números dos confrontos

Foto; momentodoesporte.comunidades.net

Pessoal o fim de semana se aproxima. Para esquentar o clima de clássicos no velho continente, lançamos um artigo estatístico, um raio-x com número de confrontos na história entre alguns dos gigantes europeus.

Para começar vamos à "velha bota" com o derbi di Itália.
Foto: Allsport.uk

Juventus x Inter Milano (Juventus Stadium - Torino 28/02)

Total de Jogos: 210  
Vitórias da Juve: 97
Vitórias da Inter: 60
Empates: 53
Gols Marcados pela Juve: 305
Gols Marcados pela Inter: 248
Maior placar da Juve: 9-1 (1960/61)
Maior placar da Inter: 6-0 (1953/54)




Mais a oeste chegamos em Madri, capital espanhola que irá se aquecer aos balanços de Real e Atlético.
Foto: Rtve

Real x Atlético Madrid (Santiago Bernabéu - Madri 27/02)

Total de Jogos: 211  
Vitórias do Real: 108
Vitórias do Atléti: 53
Empates: 50
Gols Marcados pelo Real: 354
Gols Marcados pelo Atléti: 270
Maior placar do Real: 5-0 (1958/59 e 1983/84)
Maior placar do Atléti: 5-0 (1947/48)
     


Nossa viagem viagem termina nas ilhas do norte, mais precisamente no país dos inventores do futebol.
Foto: Michael Regan/Getty

Manchester United x Arsenal (Old Trafford - Manchester 28/02)

Total de Jogos: 222  
Vitórias do Man. Utd.: 93
Vitórias do Arsnal: 80
Empates: 49
Gols Marcados pelo Man. Utd.: 338
Gols Marcados pelo Arsnal: 313
Maior placar do Man. Utd.: 8-2 (2011/12)
Maior placar do Arsnal: 5-0 (1936/37)
      



Por último, mas não menos importante a grande final da copa da Liga Inglesa entre Liverpool e Manchester City.
Foto: AFP

Liverpool x Manchester City (Wembley - Londres 28/02)

Total de Jogos: 172  
Vitórias do Liverpool: 84
Vitórias do M. City: 44
Empates: 44
Gols Marcados pelo Liverpool: 305
Gols Marcados pelo M. City: 225
Maior placar do Liverpool: 6-0 (1995/96)
Maior placar do M. City: 6-0 (1935/36)
      





*(Dados levantados através do portal ogol.com.br)

Então é isso leitores os números já foram examinados, os confrontos se aproximam e você terá várias opções para acompanhar o melhor do futebol mundial, se divirtam e até a próxima.


Fontes pesquisadas para construção deste artigo:
  • www.ogol.com.br
  • www.legaseriea.it
  • br.premierleague.com
  • www.laliga.es

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Os jogadores sul-americanos aprendem a "jogar" na Europa???

Fonte: www.surtoolimpico.com.br
Nas últimas décadas, jogadores sul-americanos tem cruzado o oceano para desbravarem o velho continente; Nos últimos anos uma maior variedade de países presentes em nosso continente, se notabilizaram por enviarem "matéria prima" de qualidade e a um preço atrativo, quebrando a visão polarizada que apenas Brasil e Argentina abasteciam o mercado europeu. (Não entrando no mérito da qualidade dos jogadores que vão, muitos não presentes em suas respectivas seleções).

Esse post tem objetivo de apresentar um questionamento. Os jogadores sul-americanos "aprendem a jogar" quando vão à Europa?

Já nos acostumamos a assistir aos campeonatos europeus com todas as estrelas internacionais, mas, um entre todos se destaca, "A Premier League", jogos emocionantes, disputados até o apito final, busca intensa e obsessiva pelo gol, mas sobretudo jogos atraentes ao público, não fazendo distinção à agremiação que está em campo, sempre o jogo é interessante não interessa quem jogue.

Nesse contexto vemos jogadores sul-americanos que seis messes antes estavam aqui em nosso continente, distribuindo "botinadas" e "balões" aos montes e hoje no velho continente, como um passo de mágica fazem a recuperação e não a falta, saem jogando com a bola nos pés e não a oferecem à disputa com o adversário nos "balões" aqui hoje tradicionais, quem nunca ouviu aquela frase: Bola pro mato, que o jogo é de campeonato. Parece que levamos muito a sério tal frase ou na Europa os jogos não sejam de campeonato, por isso a não necessidade de se desfazer da bola a todo momento.   

Um exemplo recente do problema que estamos elucidando é o caso do zagueiro argentino Ramiro Funes Mori, Campeão da América com o River Plate, que jogava com virilidade aqui, mas ao se transferir para o Everton da Inglaterra, passou a cuidar melhor da bola, será que aprender a jogar com a bola nos pés em seis meses? Ou nós negligenciamos essa nuance do jogo que outrora nos caracterizava perante o mundo futebolístico? 

O que costumamos ouvir é que nossos jogadores de maior qualidade estão lá na Europa, por isso nossos jogos não "podem" ser atrativos ao público e patrocinadores, os atletas não conseguem jogar desta maneira se estão na América. Por qual motivo deixamos essa mácula se instaurar em nosso futebol? Será que realmente não conseguimos com a matéria humana aqui disponível realizar melhores jogos? Fica aqui o questionamento e espaço para maiores aprofundamentos neste tema.